Fazer o bem dentro de uma empresa nem sempre precisa começar com uma grande ação de voluntariado. Às vezes, pode começar com algo tão simples quanto guardar um cupom fiscal.
Foi a partir dessa lógica que a ICL encontrou, nas gincanas sociais realizadas em parceria com a Soulcial, uma alternativa para ampliar o engajamento dos colaboradores em ações de impacto social. Por meio da gamificação, os funcionários passaram a doar cupons fiscais, mobilizar colegas e envolver até familiares e amigos em uma competição que transforma participação em recursos para entidades sociais.
A ideia de levar a iniciativa para dentro da empresa partiu de Daniel Nishimura, analista de meio ambiente e sustentabilidade da ICL. Ele conheceu uma experiência semelhante na empresa em que sua esposa trabalha e levou a sugestão para Márcio Lopes, gerente corporativo de Meio Ambiente e Sustentabilidade e responsável pelos Projetos Sociais da ICL no Brasil. “Tem esse aplicativo para fazer a doação dos cuponzinhos fiscais, tá com engajamento gigante lá na empresa da minha esposa. Será que a gente consegue trazer para a ICL?”, conta Daniel sobre como apresentou a proposta.
A ideia foi abraçada por Márcio e, segundo Daniel, a aprovação interna também aconteceu de forma tranquila. “Quando eu trouxe a ideia, ele gostou, abraçou a ideia”, lembra. Depois dos processos internos, a equipe passou para a preparação da gincana e para a divulgação nas unidades.
Mais do que uma campanha pontual, a experiência mostra como empresas podem criar formas mais acessíveis de aproximar seus colaboradores das causas que apoiam.
Como ampliar o engajamento social dentro das empresas?
Um dos desafios dos programas de responsabilidade social corporativa é conseguir envolver pessoas com diferentes rotinas, interesses e possibilidades de participação.
Nem todo colaborador consegue dedicar algumas horas a uma atividade presencial de voluntariado. Isso, porém, não significa que ele não queira contribuir.
Para Márcio, as gincanas realizadas com a Soulcial ajudaram justamente a ampliar essas possibilidades.
“Tem gente que não consegue dedicar um tempo maior para um trabalho de voluntariado, por exemplo, mas que, de repente, tem essa possibilidade de fazer bem para alguém por meio da doação de cupons fiscais”, explica.
Daniel também percebeu essa diferença na prática. Segundo ele, ações presenciais de voluntariado costumam envolver um número mais restrito de pessoas. Já a gincana permite alcançar praticamente todos os públicos dentro da empresa. “Com a Soulcial conseguimos engajar praticamente todo mundo, não importa se é terceiro, se é estagiário, se é funcionário fixo”, afirma.
Nas gincanas da Soulcial, os participantes registram seus cupons fiscais, acumulam pontos e acompanham o desempenho individual ou das equipes. A dinâmica da competição e da gamificação acrescenta um elemento lúdico à ação social e ajuda a manter os colaboradores mobilizados ao longo da campanha.

No início, porém, foi necessário ajudar parte dos funcionários a entender como a ferramenta funcionava. Daniel conta que uma das principais dificuldades estava justamente em baixar o aplicativo e começar a utilizá-lo. Para facilitar esse processo, ele passou a abordar os colaboradores nos corredores das fábricas e mostrar, na prática, como participar.
A comunicação interna também teve papel importante. A equipe de marketing ajudou na divulgação, que contou com cartazes distribuídos pelas unidades, e vídeos promocionais veiculados nas TVs dos refeitórios unidades, e vídeos promocionais veiculados nas TVs dos refeitórios e no telão da entrada da unidade Suzano.
O resultado é uma participação que pode ser incorporada ao cotidiano.
Quando a causa ultrapassa os limites da empresa
A mobilização não ficou restrita ao ambiente de trabalho.
Com a gincana em andamento, funcionários começaram a pedir notas fiscais para familiares, amigos e conhecidos e até a identificar estabelecimentos que poderiam colaborar com a campanha.
Márcio foi um deles.
“Eu sou um desses, me incluo aí. Eu vou na padaria, vejo os cupons e pergunto: ‘Você vai fazer alguma coisa com isso? Olha aqui o meu projeto’, e mostro o aplicativo.”
Daniel também entrou nessa busca. “Todo comércio que eu ia, falava: ‘A gente tem uma campanha de doação de notinha, tem como você juntar para mim?’ Eu voltava com uma sacola cheia de notinha para casa”, conta.

Em algumas unidades, a mobilização chegou a envolver estabelecimentos de praticamente toda a região. Em Cajati, o engajamento foi tão grande que os colaboradores rapidamente esgotaram os estabelecimentos que ainda distribuíam os cupons com maior pontuação, e precisaram ampliar a busca para além da região central.
O comportamento revela um aspecto importante das ações de engajamento: quando o colaborador compreende a causa e se sente parte dela, a iniciativa deixa de ser apenas uma campanha da empresa. Ela passa a ser também dele.
E essa mobilização pode ganhar personagens que ajudam espontaneamente a manter a campanha viva.

Márcio lembra, por exemplo, de Lúcia, funcionária da ICL no escritório Eldorado, que assumiu esse papel durante uma das ações.
“A Lúcia ficava alucinada pedindo para eles: ‘não vão esquecer, hein, de trazer as notinhas para mim’”, conta.
Daniel também destaca a participação de Lúcia Segundo ele, a funcionária acabou se tornando uma espécie de “engajadora” da campanha e ajudou a manter a iniciativa ativa em uma unidade que possui grande circulação de pessoas.
São atitudes como essa que mostram como uma proposta simples pode estimular envolvimento, conversas e participação entre diferentes áreas da empresa.
Gincana corporativa também precisa incluir diferentes públicos
Outro cuidado adotado pela ICL foi estruturar a competição para que unidades de tamanhos diferentes tivessem condições semelhantes de participação.
Em vez de colocar equipes com números muito distintos de funcionários em uma disputa direta, foram criados grupos com quantidades equivalentes de participantes.
A intenção era evitar que funcionários de uma unidade menor sentissem que sua contribuição teria menos importância.
“A ideia é sempre lembrar que todos importam, e que qualquer doação importa”, afirma Márcio.

Esse princípio ajuda a explicar um dos potenciais das gincanas sociais: transformar diversas contribuições individuais em um objetivo coletivo.
Não é necessário que todos participem da mesma maneira ou com a mesma intensidade. O importante é criar mecanismos para que as pessoas percebam que sua participação tem valor.
Na experiência da ICL, a competição também acabou criando estratégias próprias entre os funcionários. Daniel conta que, em algumas situações, pessoas passaram a concentrar as notas em um único participante e depois dividir o prêmio entre si. Para quem acompanhava os números pelo aplicativo, isso podia dar a impressão de uma queda no número de participantes, quando, na prática, havia uma mobilização coletiva por trás.
Impacto social precisa ser mostrado aos colaboradores
Engajar é apenas uma parte do processo.
Para que uma ação de impacto social gere significado e fortaleça o vínculo dos colaboradores com a iniciativa, também é importante mostrar o que aconteceu depois.
Por isso, para a ICL, a parceria com a Soulcial não termina quando a gincana chega ao fim.
Os relatórios produzidos após as campanhas permitem apresentar os resultados da mobilização e mostrar aos participantes o impacto gerado a partir das doações.
“O relatório é super importante”, destaca Márcio.

Segundo ele, esse retorno ajuda a completar a experiência de quem participou:
“Esse ciclo fechado mostra realmente o quanto valeu o seu envolvimento.”
Daniel reforça que os relatórios também têm uma função importante dentro da própria estrutura da ICL. “A questão da Soulcial trazer os relatórios para a gente, bastante transparentes e trazendo os ODSs que estão envolvidos ali, é bastante importante também”, afirma.
Os dados não ficam restritos à comunicação com os colaboradores. Segundo Daniel, os relatórios são utilizados como evidências das ações de voluntariado realizadas no Brasil e encaminhados para a estrutura global da empresa.
Essa devolutiva é especialmente relevante para empresas que desejam avançar na mensuração de suas iniciativas sociais. Mais do que comunicar que uma campanha aconteceu, é possível mostrar participação, resultados e impacto.
Para o colaborador, isso significa enxergar concretamente onde sua contribuição chegou.
Para a empresa, significa transformar uma ação social do bem em uma iniciativa que também gera dados, cria histórias e indicadores, engaja as pessoas, e gera muita comunicação interna que envolve mais as pessoas, aumenta o voluntariado e melhora toda estratégia de impacto social.
Impacto social corporativo pode começar com uma ação simples
As gincanas realizadas com a Soulcial fazem parte de uma atuação social mais ampla da ICL.
A empresa mantém iniciativas relacionadas a temas como segurança alimentar, educação, inclusão, geração de emprego e renda e participação dos colaboradores. Entre elas está o Sementes do Amanhã, projeto que utiliza hortas pedagógicas em escolas para trabalhar educação e segurança alimentar.
Nesse contexto, a gincana se transforma em mais uma porta de entrada para aproximar os funcionários das causas apoiadas pela companhia.
A iniciativa também contribuiu para ações de engajamento promovidas pela ICL.
Daniel explica que a empresa busca incentivar a participação dos colaboradores em iniciativas sociais e de voluntariado. “Durante a ESG Week, a Soulcial nos ajudou bastante a atingir a meta de voluntariado estabelecida para a campanha, ampliando o envolvimento das equipes”, afirma.
E esse primeiro contato pode estimular outras formas de participação.
“O projeto da Soulcial ajuda a despertar para outras iniciativas de voluntariado e da importância dessas ações para as comunidades e para quem participa, gerando mais engajamento e participação”, afirma Márcio.
Para ele, uma palavra resume a experiência: engajar.
Gamificação, propósito e participação
A experiência da ICL mostra que estratégias de impacto social dentro das empresas não precisam ser complexas para mobilizar pessoas e ajudar a fazer o bem.
Quando uma ação é simples de compreender, permite diferentes níveis de participação, traz elementos de gamificação e mostra posteriormente o resultado alcançado e a causa pode ganhar espaço na rotina dos colaboradores.
A experiência também mostra que o formato pode ser adaptado para diferentes momentos. Na edição mais recente, realizada em junho durante a programação relacionada à semana do meio ambiente e à ESG Week da ICL, a campanha contou ainda com uma dinâmica de palpites dos jogos da Copa. Daniel conta que a novidade ajudou a despertar o interesse dos colaboradores.
E é justamente essa combinação que Márcio destaca ao falar sobre as gincanas da Soulcial.

“A criatividade da ferramenta engaja muito, porque todo mundo gosta de brincar. É um trabalho com fundo social, com uma brincadeira divertida… e que ainda faz o bem. Por que não fazer parte disso?”
Daniel resume a experiência de outra forma: simplicidade. Para ele, a facilidade de participar e a percepção de resultados são pontos importantes da iniciativa. “É muito fácil de trabalhar assim com a Soulcial. E os resultados são bastante reais pra gente. É fácil e é divertido”, afirma.
Sua empresa também pode transformar engajamento em impacto social
As gincanas da Soulcial conectam empresas, colaboradores e entidades sociais por meio de uma dinâmica gamificada de doação de cupons fiscais.
Além de estimular a participação dos funcionários, a iniciativa permite acompanhar indicadores e apresentar os resultados da mobilização, ajudando a transformar uma campanha social em uma experiência de engajamento com impacto mensurável.
Quer descobrir como uma gincana social pode funcionar dentro da sua empresa? Conheça as soluções da Soulcial para engajamento de colaboradores e impacto social.
Para saber mais sobre a ICL, acesse o site oficial da empresa: https://icl-growingsolutions.com/
Texto: Mariana Francisco (DRC&P)


