Por muito tempo, as empresas trataram a responsabilidade social como uma ação de filantropia — algo importante, de amor ao próximo, mas pontual. De forma bem grotesca, era um cheque ao fim do ano. Uma campanha sazonal. Um gesto que até serve para tirar foto, mas raramente se transforma em cultura.
O problema é que o mundo mudou.
Hoje, impacto social não é sobre parecer responsável; é sobre ser responsável, com consistência, método e capacidade real de mobilizar pessoas. A boa notícia é que existem caminhos para isso — e a Soulcial vem mostrando, na prática, como quebrar alguns paradigmas: como doar com mais eficiência, engajar mais gente, gerar valor compartilhado e, ao mesmo tempo, fortalecer reputação.
Cupons fiscais e as métricas ESG
A doação de cupons fiscais, por meio do Programa Nota Fiscal Paulista, é algo simples, que gera um resultado surpreendente para as entidades sociais e não exige quase nada do doador. Ah, sim, e nem estou falando ainda de que pedir cupom fiscal é um ato de cidadania, que garante os direitos do consumidor e combate a sonegação.
Quando a Soulcial traz a gamificação no app, estimula as pessoas a pedirem cupons fiscais e a direcionarem parte do imposto de cada cupom a organizações sociais. Além disso, as pessoas participam de competições saudáveis, ganham cashback significativo e o principal: sabem exatamente quanto e como o dinheiro doado está sendo aplicado nos projetos da ONG escolhida.
E aqui vai um spoiler: para este ano, a Soulcial intensificará um trabalho ainda mais meticuloso sobre a medição de impacto, com relatórios aprofundados, sistematizados e totalmente em sintonia com as métricas mais usadas e mais exigidas nos Relatórios de Sustentabilidade das empresas.
Como funciona na prática
O que a Soulcial vem construindo une tecnologia, comunicação e mobilização cotidiana — e isso muda o jogo. Porque, quando o ato de doar vira um comportamento simples, repetível e reconhecido, ele deixa de depender do “alguém muito engajado” e passa a depender de um processo bem desenhado.
Na prática, isso significa transformar o que era disperso em algo mensurável. É dar utilidade ao que seria esquecido. E transformar o que era “pequeno demais para fazer diferença” em um volume coletivo capaz de apoiar ONGs que precisam, todos os dias, de previsibilidade e fôlego (porque projeto social não se sustenta com empolgação de uma semana).
E aqui está um ponto que me chama atenção: a inovação social nem sempre aparece em grandes discursos; às vezes ela está em tornar viável aquilo que parecia improvável.
Funciona assim: As empresas contratam gincanas da Soulcial e, com ela, seus funcionários passam a doar cupons fiscais sem gastar nada, competir (saudavelmente) entre si, ser reconhecidos internamente e premiados. O resultado é simples: projetos sociais fortalecidos, impacto social real e, de quebra, um plus para a comunicação e o engajamento interno.
É claro que a gincana não caminha sozinha, ela precisa ser adotada também como estratégia de comunicação interna; precisa do envolvimento da liderança para que dê resultado e perdure. Com o passar do tempo, as gincanas deixam de ser essenciais e se transformam em comunidades dentro do app, em que as pessoas – que criaram o hábito de doar – fazem isso sem esperar nada em troca e ainda mantêm um contato direto com a entidade que recebe as doações.
Gamificação: quando engajar é desenhar comportamento
Existe uma visão equivocada de que gamificação é “deixar tudo divertido”. Na minha pesquisa (Soulcial: Gamificação como estratégia de comunicação interna das empresas para geração de impacto social; PUCRS) eu parto de um entendimento mais amplo e mais realista: gamificação é estratégia de comunicação aplicada ao comportamento.
E isso se comprova quando olhamos para o que a Soulcial vem construindo: desafios, metas, participação, reconhecimentos e ações de impacto que tiram o colaborador do papel de espectador e o colocam como agente.
Isso melhora o clima interno por um motivo simples: pessoas se conectam mais quando enxergam sentido e pertencimento. E pertencimento não nasce só de campanhas internas bonitas , mas sim de experiências compartilhadas, consistentes e com resultado visível.
Aqui, vale reforçar: impacto social, quando bem comunicado e bem estruturado, torna-se narrativa institucional. E narrativa institucional, quando sustentada por prática, é reputação.
O que está em jogo: confiança
No fim do dia, ESG também é confiança.
Confiança do colaborador na empresa em que trabalha. Confiança da comunidade na marca que se posiciona. Confiança das organizações sociais de que o apoio não vai desaparecer depois do post. E confiança do mercado em empresas que fazem o que dizem.
É por isso que eu acredito que a Soulcial está abrindo um caminho relevante: ela mostra que impacto não precisa ser complexo para ser robusto — mas precisa ser organizado, mensurável e vivido por pessoas reais.
Quando doar vira rotina; quando o cupom fiscal ganha valor social; quando o cashback encontra um propósito; quando a cultura interna se conecta a causas; quando ONGs recebem apoio de forma mais contínua… o ESG deixa de ser um “capítulo” e passa a ser parte do enredo principal.
Um convite às empresas: menos campanha, mais cultura
Se eu pudesse resumir esta reflexão em uma provocação, seria esta: talvez o futuro do ESG não esteja em fazer mais campanhas — mas em criar mais sistemas que sustentem comportamento, engajamento e impacto.
A Soulcial, ao transformar doações em uma dinâmica concreta e recorrente, mostra que impacto social pode — e deve — ser desenhado com intencionalidade, comunicação e método.
E, sinceramente, é disso que a gente precisa: menos promessa e mais prática. Menos “ações pontuais” e mais cultura. Menos ESG de vitrine e mais ESG de verdade.


