A competição está no DNA ser humano e desde nosso ancestrais tem sido um meio de sobrevivência e de evolução.

Podemos transformar essa característica humana em um resultado positivo para ajudar outras pessoas. A competição é um dos principais ingredientes da gamificação tão presente hoje em dia em diversas plataformas do nosso dia a dia.

A disputa pelo primeiro lugar ou por uma recompensa, independente do seu valor, faz com que as pessoas fiquem mais propensas a engajar e obter resultados melhores. Isto não é diferente quando essas pessoas também querem ajudar outras pessoas.

Por isso, trazer a gamificação e competições ao processo de doação ajuda muito a obter resultados muito mais relevantes. A conexão de várias pessoas juntas com uma causa potencializa esse resultado.

Por exemplo, doar cupons não é uma tarefa divertida por si só. E se o processo é chato, as pessoas deixam de fazer. Pedir e esperar a emissão do cupom também é outra barreira que dificulta o engajamento.

No entanto, isso pode ser bem mais divertido se a pessoa enxerga um caminho que ela pode trilhar ou ela pode fazer isso junto com outras pessoas competindo por um objetivo em comum.

Gamiificar não precisa exclusivamente usar meios digitais. Uma competição para juntar tampinhas de garrafas pet por exemplo podem ser gamificada colocando um tempero para engajar mais pessoas.

A maior vantagem da gamificação em plataformas digitais é ampliar o alcance, ou seja, escalar a competição chegando a lugares onde normalmente não chegariam de forma presencial.

Mas todo mundo se engaja?

A resposta é não. E tudo bem! Por diversos fatores, inclusive perfis, nem todos vão se engajam na mesma competição e da mesma forma.

O importante é criar um ambiente saudável e lúdico, ou seja, o participante sinta-se à vontade de participar como ele achar melhor. Muitas vezes aquela pessoa que pouco se engajou numa competição não teria nem participado se fosse apenas por doar cupons fiscais como no exemplo acima.

Como gamificar uma ação social?

E qualquer ambiente onde existe um grupo de pessoas e um objetivo em comum pode ser gameficado.

O importante é que a proposta consiga envolver a todos, ou seja, qualquer pessoa daquele grupo ou comunidade tenha condições de participar. Isso torna a ação muito mais inclusiva.

Comece por estabelecer uma meta que, independente do grau de participação ou engajamento, todo mundo terá participado com uma fração. Isso já cria um sentimento de pertencimento.

Crie um sistema de pontuação. Ideal que seja baseado no foco da ação. Por exemplo, cada tampinha doada vale um ponto.

Toda competição para ser divertida precisa de desafios alcançáveis mas não tão fáceis. Crie várias etapas onde a primeira seja muito fácil de conseguir seguindo uma escala e chegando a um ponto bem mais difícil mas alcançável. No exemplo das tampinhas, uma forma é criar desafios intermediários que ao conseguir X tampinhas no período de uma semana ganha Y pontos adicionais e sobe de nível.

Elementos surpresa também ajudam muito. Assim a competição não fica tão mecânica. Por exemplo, trazendo X tampinhas amarelas nos próximos 5 dias ganha mais Y pontos adicionais. Estas surpresas podem ser apresentadas no decorrer da competição, sem aviso prévio. Isso traz oportunidades para pessoas que poderiam estar mais atrás mas que por sorte(ou engajamento) tinham as tampinhas amarelas na casa delas.

Premiar ou não premiar?

Premiar é sim um elemento engajador. Precisamos pensar que se bem divulgada a ação social, a pessoa sabe porque ela está participando e sabe o bem que ela causará.

Mas também precisamos lembrar que ela está numa competição e ela ativou aquele gatilho de superação(lembra do nosso DNA?) o que a faz enxergar uma recompensa ao fim da jornada.

Essa recompensa é o que podemos chamar de prêmio.

Se puder, premie sim. Ajudará muito sua competição.

Outras forma de gamificar ações sociais

Usando plataformas digitais também podemos gamificar diversas ações sociais.

A doação de cupons fiscais no Estado de São Paulo é uma dessas formas. Usando plataformas como a Soulcial você pode criar uma gincana ou um desafio e convidar pessoas a doarem seus cupons fiscais a entidade sociais. Os competidores podem ganhar prêmios, estabelecer uma meta e acompanhar os resultados.

Outra plataforma bem bacana é a Ribon que permite que os participantes decidam o destino de valores previamente captados. . Nessa jornada lúdica, você lê conteúdos na plataforma e recebem Ribons(moeda) e decide para qual projeto sociais quer ajudar. Muitos gostam e acabam doando mais do que apenas o valor pré-definido.

Enfim, as possibilidades de implementar gamificação no setor social são imensas.


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